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Em Julho de 2007, a Associação Portuguesa das Empresas Privadas de Emprego (APESPE) criou a instituição Provedor do Trabalhador Temporário, até então inexistente neste sector de actividade. Os objectivos anunciados pela APESPE foram, por um lado, a concretização do imperativo da responsabilidade social das empresas e, por outro lado, a melhoria da imagem do sector e das empresas cumpridoras da lei.
Para o cargo foi escolhido Vitalino Canas.
O Provedor do Trabalhador Temporário encara esta função como um meio adicional de garantia dos direitos dos trabalhadores, num sector onde esse desiderato assume um significado especial, atentas as características do trabalho temporário. Tratando-se de uma instituição da sociedade civil ágil, desformalizada, gratuíta e protectora da confidencialidade quando desejada, é um meio complementar à acção dos tribunais, dos organismos da Administração Pública e das organizações sindicais.
O Provedor do Trabalhador Temporário tem por missão reforçar a informação sobre os direitos dos trabalhadores, analisar reclamações que por estes lhe sejam endereçadas por qualquer meio (e-mail, carta, telefonema, transmissão presencial), dirigir recomendações às empresas e tomar iniciativas sobre aspectos especialmente relevantes da lei, com vista à melhoria das condições gerais do sector, com especial incidência nos direitos dos trabalhadores.
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