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Lisboa, Portugal 14/01/2009 16:56 (LUSA)
Temas: empresas, Economia (geral), Trabalho, Emprego, Crises
Lisboa, 14 Jan (Lusa) - O Provedor do Trabalho Temporário, Vitalino Canas, manifestou-se hoje "muito preocupado" pela "desigualdade de tratamento" entre os trabalhadores em regime de trabalho temporário face aos outros numa situação de crise, e apelou às empresas que não desperdicem estes recursos.
"Fico muito preocupado pelo facto de nesta situação de crise haver desigualdade de tratamento" entre os trabalhadores temporários e os que têm outro tipo de vínculo, disse Vitalino Canas à Lusa, quando questionado com a decisão da Autoeuropa de não renovar os contratos de 254 trabalhadores temporários.
Frisando que estava a falar na qualidade de Provedor e não na de deputado ou de porta-voz do PS, Vitalino Canas deixou um apelo às empresas de trabalho temporário e àquelas que utilizam estes trabalhadores, defendendo que "será um desperdício prescindir" destes recursos.
Vitalino Canas, que é Provedor do Trabalho Temporário desde Julho de 2007, admite que estes trabalhadores são "os mais propensos e os de maior risco numa situação de eventual aumento do desemprego".
O Provedor admitiu que já tinha conhecimento da situação na Autoeuropa assim que a empresa anunciou a suspensão da laboração em Dezembro, e manteve contactos com o presidente da Comissão de Trabalhadores da empresa, António Chora, mas "pelos vistos a situação não foi ultrapassada".
Até hoje de manhã, garantiu, Vitalino Canas não recebeu nenhum pedido de ajuda de trabalhadores temporários em resultado destas situações.
Em Portugal, há entre 90 a 100 mil trabalhadores temporários, mas existem "muitas situações de ilegalidade", cujo universo pode ser semelhante, revelou.
Vitalino Canas mostrou-se ainda à disposição de todos os trabalhadores temporários que queiram analisar "problemas de legalidade que possam existir".
MMO
Lusa/fim
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